sábado, 1 de março de 2014

Por trás dos números


Artigo publicado no Jornal O Popular no dia 18 de fevereiro, data da posse da nova diretoria eleita.
Em análise numérica superficial, a economia goiana vai bem. E, de certa forma, vai mesmo. No ano passado Goiás bateu recorde com o maior superávit comercial de sua história. A diferença entre as exportações e importações em nosso Estado foi de R$ 2,2 bilhões. Estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), atualizado no site Empresômetro, mostra que foram abertas 71.212 novas empresas em Goiás em 2013 – crescimento de 14,39%, um dos maiores do País. Neste ano já foram abertas outras 8 mil.
Mas não podemos esquecer de outros números. Pelo sexto ano consecutivo nós brasileiros pagamos mais de R$ 1 trilhão em impostos e batemos outro recorde. Situação fácil de explicar se olharmos com atenção para outro estudo do IBPT, que mostrou recentemente que, se reunidas, as normas tributárias em vigor no Brasil equivaleriam a um livro com 112 milhões de páginas. Se impressas em folhas A4, dessas que utilizamos no dia a dia, as regras ocupariam toda a extensão geográfica do País.
Tudo isto se converte em uma carga tributária muito elevada, encarecendo nossos produtos e diminuindo nossa competitividade. Para piorar, recebemos muito pouco em troca. Dois exemplos desta distorção surgiram nas páginas do POPULAR nos últimos dias. Primeiramente por meio de um artigo do presidente do Movimento Goiás Competitivo (MGC), Pedro Bittrar (28/1). De forma incisiva, ele questionou a construção de um porto em Cuba, paga com dinheiro dos nossos impostos enquanto sofremos em Goiás com sérios problemas de infraestrutura. Já no último fim de semana, reportagem de Malu Longo relatou a queda na qualidade dos serviços no vergonhoso Aeroporto Santa Genoveva.
Pagamos muito caro para recebermos tão pouco. Ainda mais quando se sabe que parte considerável desse dinheiro banca os gastos excessivos com folha de pagamento, o inchaço da máquina pública, deixando no ar uma pergunta: como os números da nossa economia seguem positivos mesmo diante de um contexto tão desfavorável? Não há dúvidas de que, em grande medida, a resposta se deve à capacidade de inovação e empreendedorismo daqueles que integram o setor produtivo, além do esforço da classe trabalhadora de nosso País.
Apesar do esforço e da genialidade de empresários que conseguem, literalmente, carregar nossa economia nas costas, é muito difícil empreender no Brasil. E isso tem feito com que os jovens sejam incentivados a buscar a estabilidade oferecida pelos concursos públicos, deixando de lado a busca por inovação. O problema é que, quanto mais gente trabalhando nas prefeituras e nos governos, mais caro pagaremos para manter tudo isso. Consequentemente, continuaremos a receber quase nada em troca.

*Leopoldo Veiga Jardim é empresário e assume hoje (18) a presidência da Acieg Jovem
Artigo publicado originalmente no jornal O Popular do dia 18 de fevereiro de 2014

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Novos desafios

    Foi com muita alegria que assumi a Presidência da ACIEG Jovem no último dia 18 de fevereiro com o compromisso de dinamizar a entidade e, juntamente com os queridos vice presidentes e todos os diretores que compõem esta vitoriosa chapa, realizar um trabalho que de fato faça a diferença na vida de milhares de jovens empresários. 

 Lançaremos em breve um projeto que acredito ser uma das digitais da nossa gestão, que será a Escola de formação de novos líderes, onde teremos um belo trabalho de inclusão de jovens que querem empreender e crescer e nem sempre tem a oportunidade ou acesso a grandes palestrantes e professores dos conceituados cursos de formação. 

 Retomo hoje também o meu blog que será sempre atualizado e aqui, neste espaço, serei o menos formal possível e falarei com o coração das conquistas e desafios que terei, junto com esta brilhante equipe que me acompanha. 

 Nossa geração ocupará em poucos anos, grandes espaços. Vamos preparar os jovens de hoje, para que sejam líderes qualificados e preparados em um breve futuro. 

 Muita luz e muita paz a todos! 

 Leopoldo Veiga

terça-feira, 3 de julho de 2012

Seminário de Marketing político

convido a todos os amigos para participarem do seminário de Marketing político que será realizado na ACIEG. INFORMAÇÕES: 81567674

terça-feira, 3 de abril de 2012

Amigos virtuais Eleitores reais

Artigo publicado no Jornal O POPULAR no dia 25 de março de 2012.

Aproximam-se as eleições e o estudo do poder das mídias sociais no processo eleitoral tem ganhado força. Dias atrás, por exemplo, uma grande polêmica foi a proibição, pelo Tribunal Superior Eleitoral, do uso da rede social Twitter pelos candidatos às eleições deste ano para divulgar mensagens de caráter eleitoral até o dia 5 de julho.

Mas, como transformar os amigos virtuais em eleitores reais? Três recursos são fundamentais para vencer uma eleição. O primeiro indiscutivelmente é o financeiro; o segundo, o humano; e o terceiro, o da criatividade. Acredito ser uma regra inversamente proporcional dos dois primeiros com o último. Quanto mais se investe em recursos criativos, menos se gasta na campanha e necessita-se menos de contratar pessoas.

Quando falo da criatividade, entram em cena as campanhas digitais. É possível, sim, criar um elo forte entre amigo virtual (eleitor real) e o candidato.

Mídias sociais como Facebook, Twitter, Linkedin, Youtube, Slideshare e tantas outras não são estratégias e sim ferramentas que se utilizadas de forma estratégica podem gerar resultados mensuráveis por meio de inúmeras outras ferramentas que apresentam métricas e gráficos, que, quando bem interpretados, podem ampliar o nível de influência, persuasão, popularidade e, consequentemente, gerar empatia para em um segundo momento, conquistar o voto.

Estamos ligados em todos os tipos de relacionamento por meio das mídias sociais e devemos sempre nos perguntar: A que propósito elas servem? Como operam? Como nos afetam? Compreendendo estas perguntas você entende o por quê de se inserir objetivamente e não apenas “entrar na onda”.

O jovem Rene Silva do Complexo de Favelas do Alemão, no Rio de Janeiro, é um exemplo de alguém que compreendeu as redes quando se tornou uma espécie de correspondente da guerra nas favelas, contribuindo com a imprensa e a sociedade com informações preciosas de quem estava vivenciando a dura realidade da comunidade. Resultado? Passou de 150 seguidores a mais de 23 mil e se tornou a voz da comunidade.

Ser relevante, participar de discussões inteligentes é uma forma de chamar a atenção e se tornar fonte confiável para os seus seguidores. Antes de entrar nas redes sociais, o político deve observar a regrinha do P.O.S.T, citada por Mari Smith no livro The New Relationship Marketing. Primeiro, saiba quem você quer atingir (People) e onde encontrar esse público. Segundo, qual o seu objetivo na rede? O que pretende alcançar? (Objective). Terceiro, qual a sua estratégia? (Strategy) E por fim, qual a tecnologia a ser utilizada? (Technology).

Este promete ser um ano de transformações por meio de mobilizações na internet. Quem não tiver uma estratégia própria, será parte da estratégia de alguém.

Leopoldo Veiga Jardim é consultor político, especialista em mídias digitais, e diretor de comunicação da Acieg.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Orgulho de ser Brasileiro

Artigo publicado no site da Associação Comercial e Industrial do Estado de Goiás.


O Brasil é um dos países que mais recebem investimentos financeiros no mundo. Nossa economia passa pelo melhor momento da história. Exemplo disso é que pela primeira vez nosso Produto Interno Bruto (PIB), toda riqueza gerada no País, figura na sexta posição do ranking mundial. Estamos na frente de países como Inglaterra, berço da revolução industrial, do liberalismo e antiga detentora do império onde o sol nunca se punha. Também à frente da Itália, país da alta costura e da indústria automobilística mais refinada do mundo, de marcas como Ferrari e Lamborghini.

Previsões recentes do Fundo Monetário Internacional (FMI) apontam que até 2015 poderemos ultrapassar a França e tornarmos a quinta maior potência econômica do planeta. Isso não é pouca coisa, o Brasil é o país mais poderoso do Hemisfério Sul e sua importância já exerce influência global.

O Brasil recebeu volume recorde de investimentos no setor produtivo (60 bilhões de dólares) vindos de fora. Nós aparecemos entre os maiores consumidores mundiais de carros, computadores e celulares. Compramos mais automóveis do que os alemães. Nosso País vem crescendo de forma moderada, mas acima das expectativas. Nossas taxas de juros ainda são as mais altas do mundo, entretanto a nossa moeda é forte e valorizada no mercado internacional.

Já não somos mais meros exportadores de commodities e de mercadorias para exportação, como a carne bovina e a soja. Evidente que nossa economia foi favorecida pelo boom mundial nos preços de minério de ferro, aço, café, suco de laranja, soja e carne enlatada. Entretanto, vale lembrar que a terceira maior produtora mundial de jatos civis depois da Airbus e Boeing é a nossa Embraer.

As aeronaves brasileiras cortam os céus do mundo inteiro, e sem sombras de dúvida são nossas vitrines de produtos de alta tecnologia. A indústria de automóveis, aço, petroquímica, computadores, aeronaves e bens de consumo duradouros contabilizam 30,8% do PIB brasileiro.
Somos donos de variadas sofisticações tecnológicas, não nos limitamos apenas ao desenvolvimento de aeronaves. Fomos pioneiros na pesquisa de petróleo em águas profundas, de onde extraímos 73% de nossas reservas. É uma tecnologia tão sensível, que podemos compará-la à complexidade de lançar uma nave espacial à lua.

O Brasil ainda não é considerado um país desenvolvido, somos o vice-líder do grupo dos emergentes, isto é, a segunda economia mais robusta dos BRIC, sigla atribuída aos países em desenvolvimento de maior expressão ecônomica: Brasil, Rússia, Índia e China. Deste grupo, nosso PIB nominal perde apenas para o chinês.

Diante de toda essa euforia econômica, ainda temos muitos desafios e gargalos a serem superados. Temos de redefinir a nossa carga tributária, uma das maiores do mundo. Nossos empresários e empreendedores se queixam da burocracia excessiva e dos exorbitantes tributos taxados pelo Governo, que não consegue retribuir as cifras tributadas em benefícios estruturantes.

A nossa infraestrutura ainda é precária, principalmente a aeroportuária. O Brasil será sede de dois dos maiores eventos esportivos do mundo, a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos, no Rio de Janeiro (RJ), em 2016. Esses eventos em terras brasieliras levantam dúvidas sobre a capacidade hoteleira, segurança e transportes, notadamente a estrutura dos aeroportos.

Ainda persistimos no erro de concentrar em nossas precárias rodovias o transporte da maior parte de nossas produções. Temos mais de 8 mil quilômetros de costa marítima, ideal para o transporte de cabotagem. Somos ainda o único País de dimensões continentais com rede ferroviária menor do que a alemã, país do tamanho do Estado do Mato Grosso do Sul. Reconhecemos que o governo vem investindo no transporte ferroviário e podemos citar a ferrovia Norte-Sul, contudo a obra ainda não foi concluída e se arrasta por uma década sem previsões para o término.

Outro grande gargalo do país é a Educação. Aproximadamente 10% da população, ou 19 milhões de brasileiros, não sabem ler e escrever. São dados preocupantes e comprometedores. Se não investirmos pesadamente em Educação, estaremos fadados a um “gap” que nos condenará às margens do desenvolvimento do mundo nas próximas décadas. Não basta alfabetizar a população brasileira, o mais importante é a qualidade de ensino de nossas salas de aula.

Temos de fazer a lição de casa que a Coréia do Sul fez, e a China faz agora. Focar no ensino técnico e investir no desenvolvimento tecnológico, ou seja, na inovação.

Apesar de sermos a sexta economia mundial, nosso PIB per capta (o PIB total dividido pelo número de moradores), é apenas a 47° do ranking. O PIB per capta inglês é o triplo do brasileiro. Mais vexatório é a nossa posição no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), em que o Brasil ocupa apenas a 84º posição. O Brasil está ao menos trinta anos atrasado, em relação aos países tidos como referência, no que diz respeito a educação, renda e escolaridade.

Temos potencial e plenas condições de revertermos tal quadro assombroso. Basta seguirmos o caminho trilhado por países que viram na Educação o caminho ideal para se libertar do atraso em todos os aspectos.

Ao menos recuperamos o orgulho de sermos brasileiros. Fazemos parte de um país estimado e invejado lá fora. Antes, éramos vistos como problema, e hoje, somos a solução. Vide o recente convite proferido por Barack Obama aos brasileiros para que vistem a Disney, com facilidades para tirar o visto de entrada nos EUA.

Somos vistos como uma terra de gente acolhedora, alegre, multi étinca e cultural, pacífica e claro, do futebol mais bem jogado do mundo. Se daqui saíram os melhores jogadores, as modelos mais bem sucedidas, os pilotos da Fórmula-1 mais arrojados, porque não podemos ter os nossos Steve Jobs, Bill Gates, Trumps e Warren Buffetts?

Não vou perder nunca o sonho de viver nesta grande “nação pintada em aquarela”, descrita com ufanismo por tantos poetas. Espero que neste ano de 2012 nós, eleitores, demonstremos a nossa capacidade de escolher pessoas comprometidas com o bem social, candidatos que vão ocupar postos públicos e que já tenham um histórico de serviços prestados para a transformação do Brasil em um país melhor para se viver.

Muita luz e muita paz.

Leopoldo Veiga Jardim
Consultor Político e Diretor da Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás (Acieg)

sábado, 13 de agosto de 2011

Para que façam o que você deseja

Segue artigo do amigo e professor Reinaldo Polito... muito bom.

"Talvez não exista no universo da oratória anseio mais acalentado que este: conseguir que as pessoas façam o que desejamos. Concretizar esse objetivo pode significar também a conquista do poder, da riqueza, da fama, da realização profissional e das vitórias pessoais.

Nem todos, entretanto, desejam essas conquistas. Alguns, por se sentirem incompetentes, desistem antes de tentar. Outros porque a vida lhes sorri com valores distintos, e a felicidade lhes propõem caminhos diversos. Há aqueles ainda, e não poucos, que gostariam muito de chegar ao topo, mas não sabem como agir.

Independentemente dos motivos de cada um, há um componente obrigatório em todos os casos - a ética. A oratória deve sempre se subordinar à ética. Se o ingrediente ético não estiver presente, outras denominações poderiam ser utilizadas, menos oratória.

Essa conversa, portanto, é para você que deseja todas essas conquistas e não sabe bem que rumo tomar. Ou sabe, mas gostaria de avaliar outros aspectos do processo de comunicação. Sem contar que você pode não ter grandes ambições, mas gostaria de saber como as pessoas precisam se comportar para influenciar a vontade e o desejo de seus interlocutores.

Independentemente de regras, o importante é refletir sobre esse tema e cada um tirar as próprias conclusões. Em todas as situações há cerca de três ou quatro pontos que são fundamentais para o sucesso da comunicação.

Nem sempre as pessoas podem ser convencidas a fazer o que desejamos. Simplesmente porque o que queremos não é exatamente o que elas aspiram. Portanto, levar alguém a fazer o que pretendemos implica levar a pessoa a agir em direções que nem sempre estão dispostas a seguir. Significa que devemos persuadi-la.

Persuadir vem do latim persuadere, que significa levar alguém a acreditar ou a aceitar uma conclusão, uma ideia, uma proposta. Fazer com que as pessoas ajam de acordo com nossa vontade, independentemente de estarem ou não dispostas a seguir a direção sugerida.

Nada substitui você. Sua autenticidade, retidão, conduta ética são os “argumentos” mais eficientes de que poderia dispor para persuadir. São essas munições poderosas que abrem o coração das pessoas. Ao tocar o coração do interlocutor a mente dele se desarmará de resistências e avaliará com benevolência a mensagem que você deseja transmitir.

Gerry Spence foi um advogado vitorioso. Em mais de 40 anos de carreira nunca perdeu uma única causa criminal. Na sua obra 'Como argumentar e vencer sempre' revela um de seus segredos: 'Concentradas em seus sentimentos, as pessoas que estão dizendo a verdade falam com o coração, que é incapaz de compor precisamente o raciocínio linear de um cérebro laborioso. E ao ouvir o que é expresso pelo coração o ouvinte também é levado a ouvir com o coração.'

A persuasão também se apoia no argumento. Há momentos em que o argumento sozinho não consegue tornar uma causa vitoriosa. Se tomarmos o 'exemplo', que é um argumento poderoso, por melhor que seja, normalmente, servirá como um meio no processo de persuasão. Portanto, o argumento apoia, fortalece, sustenta, mas nem sempre persuade.

Como o processo de persuasão leva a pessoa a agir em determinada direção, mesmo sem ter necessariamente vontade de seguir por aquele caminho, ela precisa receber um estímulo para aceitar determinada proposta, ainda que seja contra a vontade. Nunca é demais ressaltar que a ética deverá ser a luz norteadora dessas ações.

Experimente convocar os condôminos para participar de uma reunião e diga que o objetivo é votar assuntos relevantes para o edifício. Provavelmente terá de tomar as decisões com a presença de meia dúzia de gatos pingados. De maneira geral, esse argumento por si não estimula o comparecimento dos moradores.

Para que se animem a comparecer precisam ser persuadidos. Se você disser que os apartamentos serão muito desvalorizados se algumas medidas não forem tomadas na reunião, as chances de que se disponham a comparecer aumentam. Mesmo não desejando participar da reunião irão comparecer, pois vislumbram algum tipo de benefício.

Não se deslumbre com os argumentos. Não exagere no uso de determinado argumento só porque julga que ele possui importância, força e consistência. O uso prolongado de um argumento pode enfraquecê-lo a ponto de minar as possibilidades de persuasão. Por isso, resista à tentação e, por melhor que seja o argumento, não exagere, use-o na medida certa.

Não exagere. Tão perigoso quanto usar um bom argumento por tempo prolongado é se valer de um número exagerado de argumentos. Seja criterioso e escolha apenas os melhores argumentos. Dessa forma evitará que os ouvintes se dispersem e percam a concentração. Sem contar que se fizer uso de muitos argumentos correrá o risco de incluir algum que possa ser derrotado.

A derrota de um argumento poderá fazer com que cheguem à conclusão de que todos os outros argumentos também talvez não sejam consistentes. Um perigo que pode ser evitado com escolhas mais criteriosas.

Pense com a cabeça do ouvinte. Para persuadir, aprenda cada vez mais a pensar com a cabeça do ouvinte. Sabendo o que as pessoas desejam será mais simples envolvê-las com nossas ideias e propostas. Essa, talvez, seja a melhor de todas as regras – dar o que as pessoas desejam, e não o que imaginamos que estejam desejando.

Por exemplo, você apresenta um projeto. Se as pessoas estiverem interessadas em benefícios financeiros, pouco adiantará falar em segurança. Da mesma forma, se estiverem interessadas em segurança, quase nada adiantará dizer que obterão grandes vantagens financeiras.

SUPERDICAS DA SEMANA

•Aprenda a pensar com a cabeça do ouvinte
•Ofereça às pessoas o que desejam receber efetivamente
•Conte com sua verdade, ética e boa reputação para persuadir
•Escolha argumentos na medida certa
•Discorra sobre um argumento o tempo necessário para que seja compreendido
Livros de minha autoria que ajudam a refletir sobre esse tema: 'Como falar corretamente e sem inibições', 'Assim é que se fala', 'Superdicas para falar bem', publicados pela Editora Saraiva, também no formato digital"



terça-feira, 9 de agosto de 2011

Conflitos e caos em Londres...




A bela cidade de Londres vive nos últimos dias um caos ocasionado por conflitos no Leste da cidade, entre jovens e a polícia local. A notícia se alastra por todo mundo, a mídia retrata como está comprometido o cotidiano dos londrinos e o que ocorre em suas realidades.

Há um desespero coletivo por não saber como resolver a situação perigosa que se instaura nas ruas. Jovens que se encontram em situação de vulnerabilidade (um problema social), maioria negros, vivendo em bairros pobres, estigmatizados, com pessoas de baixa renda, enfim, minorias sociais, reivindicando visibilidade.

A situação é de conflito social. Um embate entre esses jovens, que batalham frente a frente com a polícia e, embora os meios que encontraram para contestar seja através da violência física, sabemos que lutam por reconhecimento, possibilidade de inclusão social, querem empregos, uma vida mais justa, mais igualdade social. É lógico que em um “estado de guerra” como se encontra Londres, muitos são aproveitadores e oportunistas, valendo-se da fragilidade para saquearem ou cometerem delitos.

Apesar do caráter reivindicatório das ações, Londres vive os piores distúrbios de rua visto nos últimos 30 anos. Há estatísticas de 1 morte, 525 presos, quebra-quebra, lojas destruídas, queimadas, ruas em caos, medo, violência e vandalismo.

A polícia recomenda que os comerciantes fechem as portas mais cedo, para evitar maiores destruições e prejuízos. As pessoas estão amedrontadas e há fortes críticas às autoridades locais, ao prefeito, vemos a extensão da destruição, prédios em chamas, jovens encapuzados desafiando as leis e a vida, tensão e tristeza.

Hoje a polícia cancelou as folgas dos policiais e há mais de 10 mil policias extra, uso de balas de borrachas foi autorizada. Uma partida de futebol foi desmarcada. O cotidiano das pessoas está modificado.

Fatos como este nos levam a pensar mais políticas públicas de educação e emprego para nossos jovens, mais cidadania, estabilidade, melhor qualidade de vida, pois sem isso, a estabelecimento do caos pode atingir a todos.

Nada, absolutamente nada justifica a violência, a baderna, a depredação do patrimônio público ou de civis, agora, cabe ao estado, não só o da Inglaterra, mas todos os países do mundo, pensarem em projetos de inclusão, onde jovens tenham iguais oportunidades de emprego, de atividades culturais, esportes, etc.
“Devemos preparar os escolhidos e não escolher o preparados”. Dar alternativas de convívio social através de diversos vetores sociais é uma alternativa para que jovens busquem através do próprio esforço, sem preconceitos ou segregação social, um mundo de oportunidades.

Outro fator não menos importante observado nesses dias tensos em que vive a Inglaterra é a força das redes sociais e o seu poder de mobilização. Ferramentas valiosas que, se utilizadas para o bem, possuem um poder incrível de influência e pode movimentar massas. Fica aqui a dica.. Utilizemos nossas redes sociais para cobrar, indagar, denunciar e movimentar as pessoas para que nunca percam o sentimento de se indignar contra a corrupção ou atos que vão de encontro aos valores morais que acreditamos serem os norteadores para uma sociedade mais justa.

Leopoldo Veiga Jardim
Consultor Político

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Vergonha nacional: Desvio de dinheiro destinado às vitimas das enchentes em Teresópolis, Rio de Janeiro


Em janeiro deste ano, vimos nos jornais, revistas e em outros meios de comunicação, o desastre ocorrido na cidade de Teresópolis, no estado do Rio de Janeiro. Por se tratar de uma região serrana, em um período chuvoso, desabamentos grandiosos ocorreram, acarretando o soterramento de centenas de pessoas, destruindo cenários inteiros, ruas, famílias e a dignidade de seres humanos que tiveram prejuízos materiais, perdas familiares, desconstrução, física e simbólica de suas vidas.

A tragédia teve grande repercussão, comoveu e moveu o país inteiro, que queria oferecer algum tipo de ajuda, física ou psicológica, para as vitimas, que tiveram, literalmente, que começar a vida do zero. Pode-se dizer que uma corrente fora formada, com a finalidade de estar disponível para quaisquer tipos de ajuda que aquela população necessitasse.

As pessoas se movimentaram em busca de oferecer ajuda, que pôde ser visualizada via doações de roupas, alimentos, medicamentos, água mineral, e doações em dinheiro. Juntamente com as doações dos cidadãos e cidadãs comuns, pessoas solidarizadas com a causa, tristes com os eventos e perdas, o Governo Federal, via Ministério da Integração Nacional, montou um gabinete da crise, desde os primeiros momentos, para subsidiar aquelas pessoas carentes de ajuda, mesmo de situar-se mediante a um quadro tão delicado.

A Controladoria Geral da União (CGU), juntamente com o Ministério da Integração Nacional, articulou uma equipe multidisciplinar para atender a vítimas das enchentes, havia suporte durante todo o tempo, e a diversidade da equipe era de muita valia, visto que profissionais diversos podiam oferecer seus serviços, fora o lado pessoal de ter pessoas comprometidas com a causa.

O Governo Federal, disponibilizou uma verba específica para este fim, enviou mais de 7 milhões de reais para que a Prefeitura de Teresópolis pudesse começar a reerguer a cidade, as famílias, comprar objetos necessários, alimentos, e o que necessário fosse para recomeçar a vida, numa cidade que fora sucateada e necessitava de apoios diversos.

Houve também treinamento e capacitação de profissionais de como aplicar esses recursos, fazer um bom uso do dinheiro público, ajudando as família reerguerem suas vidas. Segundo auditoria, fiscalização e mapeamento de como fora aplicada essa verba, a CGU e MIN concluem, num primeiro momento, que o dinheiro não está sendo bem utilizado.

O triste dessa história toda, é que há indícios de fraude. Sanções civis e penais serão tomadas, houve, inicialmente, bloqueio da conta da Prefeitura de Teresópolis, visto que ela não está conseguindo comprovar a boa fé e utilização racional e responsável desses recursos, a União exige o ressarcimento do que fora enviado.
Exige-se mais transparência e agilidade nas investigações, visto que é uma denúncia séria, saber que após uma lastimável tragédia como a de Teresópolis, seres humanos tem a capacidade de agirem de ma fé em relação a um assunto que inclui a perda de vidas, uma tragédia grandiosa como essa.

Mediante uma comprovação desse porte, a reação é de vergonha nacional. É preciso lutar para o fim da corrupção no Brasil, e que as providencias devidas sejam tomadas, e as pessoas responsáveis, penalizadas! O que não pode acontecer é as pessoas que necessitam da verba, ficarem prejudicadas por causa dos corruptos.


Leopoldo Veiga Jardim
Consultor Político

terça-feira, 29 de março de 2011

José Alencar, um contador de "causos"

O artigo de hoje foi extraído do site do professor e amigo que tive a honra de conhecer na Universidade de São Paulo, Reinaldo Polito e traz um interessante perfil do extraordinário ex. vice presidente José de Alencar. Uma grande perda para a política brasileira.

Em uma entrevista, quando perguntado se tinha medo da morte, Jose Alencar respondeu de imediato: "Não temo a morte e sim perder minha honra. Um político que perde sua honra perde a vida em vida".


“José Alencar era um contador de 'causos' e cativou pela simplicidade”



“O Brasil perdeu um de seus mais extraordinários contadores de “causos”. José Alencar foi um orador diferente. Simples na maneira de se expressar, inteligente na forma de argumentar, competente para persuadir. Falava uma linguagem que todos conseguiam entender. Tinha o mérito de ser compreendido pelo povo, ao mesmo tempo em que era admirado por empresários e intelectuais.

Foi um incomparável contador de histórias. Para cada tema sacava da manga uma história que ilustrava com perfeição o assunto da conversa. Se, por um lado, era excelente na arte de conversar, por outro, talvez, tenha sido mais habilidoso na arte de desconversar.

Assisti a várias de suas entrevistas em longos programas de televisão. Se a pergunta era contundente ou constrangedora encontrava com facilidade um jeito de se defender. Para as mais delicadas lançava mão de histórias interessantes que funcionavam como nuvens de fumaça. Para as mais corriqueiras sua arma era a presença de espírito.
Os entrevistadores se envolviam tanto com suas histórias e tiradas bem-humoradas que se sentiam até constrangidos em insistir na pergunta formulada. Não tenho dúvidas de que essa competência de falar com simplicidade e contornar situações de pressão permitiu que se tornasse um empresário e político bem-sucedido.

Como sabemos, a política exige jogo de cintura para contemporizar, apaziguar e considerar interesses. Sua atitude atenciosa, quase sempre bem-humorada, educada o transformou num interlocutor especial. Alencar foi arguto no relacionamento com seus pares e adversários. Graças à sua presença Lula conseguiu quebrar a resistência da classe empresarial.

Agindo como se estivesse sempre defendendo a classe empresarial se comportava como se ainda pertencesse à oposição. Criticava abertamente as elevadas taxas de juros e batia no peito como um ferrenho nacionalista. Transitou com tanta facilidade entre situação e oposição que até mesmo os petistas mais radicais, que torceram o nariz na composição chapa entre PT e PL, o aceitaram como um dos seus.

Discreto, nas constantes viagens de Lula ao exterior jamais usou a posição de presidente interino para tomar decisões para se projetar. Foi um parceiro fiel do presidente em todos os momentos, tanto nas vitórias eleitorais quanto nos instantes em que a situação se mostrava desfavorável.
Não perdeu o humor nem mesmo quando o câncer o obrigava a retornar com frequência ao hospital. Mostrava um otimismo que angariava simpatia não só dos médicos, que se surpreendiam com suas atitudes, como também da população que o colocava em suas orações para que se recuperasse.

Há oradores que são eloquentes pela força e timbre da voz, há outros que impressionam pela gesticulação, há aqueles ainda que conquistam pela argumentação. Alencar foi um orador que saiu dessa linha e encontrou seu próprio caminho. Nunca iremos encontrar oratória como a dele.

Sua técnica natural foi aprimorada com a experiência acumulada ao longo de seus 79 anos muito bem vividos. Contou histórias como ninguém, sorriu com simpatia como poucos e encontrou técnica pessoal para sensibilizar, cativar e encantar quem cruzasse seu caminho.

Por esse e por tantos outros motivos o Brasil de todos os partidos chora seu desaparecimento. Alencar será lembrado sempre como um exemplo de empresário, homem público, pai de família e amigo fiel, dentro e fora da política. Que descanse em paz.”

fonte: www.reinaldopolito.com.br

Muita luz e paz ao espírito deste grande homem.
Leopoldo Veiga Jardim

sábado, 19 de março de 2011

A Internet no Brasil

O texto a seguir foi extraído do site do jornal Folha de São Paulo e apresenta um interessante

estudo sobre a internet no Brasil. Um dos adventos mais importantes do século passado ainda

não alcança nem metade da população brasileira. No entanto, os números não param de subir.

Mais informações no artigo:

“Internet chega a 73,9 milhões de pessoas no Brasil, diz Ibope”

“O número de pessoas com acesso à internet em qualquer ambiente (domicílios,
trabalho, escolas, LAN houses ou outros locais) atingiu 73,9 milhões no quarto trimestre
de 2010, segundo o Ibope Nielsen Online.

O número representou um crescimento de 9,6% em relação aos 67,5 milhões do quarto
trimestre de 2009, segundo dados divulgados pelo instituto nesta sexta-feira.

No que se refere ao acesso mensal em fevereiro deste ano, o Ibope informou que "o
acesso à internet no trabalho e em domicílios vem crescendo ainda mais. O total de
pessoas com acesso em pelo menos um desses dois ambientes chegou a 56 milhões em
fevereiro de 2011, o que significou um crescimento de 19,2% sobre os 47 milhões do
mesmo mês do ano anterior."

O total de usuários que moram em domicílios com acesso à internet cresceu 24% nesse
período --já é de 52,8 milhões.

O Ibope informa ainda que das 56 milhões de pessoas que têm acesso à rede no
trabalho ou em residências, 41,4 milhões foram usuárias ativas em fevereiro --o que
significou uma diminuição de 3,3% em relação a janeiro e um crescimento de 12,7% na
comparação com os 36,7 milhões de fevereiro de 2010.

CONTROVÉRSIA

Embora o crescimento do número de internautas seja favorável, a internet brasileira
não está preparada para suportar as exigências atuais dos internautas, de acordo com
um relatório divulgado pela Cisco no ano passado.

A pesquisa "A Qualidade da Internet", feita pela Universidade de Oxford (Reino Unido)
e pela Universidade de Oviedo (Espanha) com apoio da Cisco, empresa que fabrica
equipamentos que conectam os computadores à rede, revelou que embora o Brasil
tenha feito avanços para aumentar o número de domicílios conectados, a qualidade das
conexões está abaixo da média.

Hoje, para que um internauta navegue e realize suas tarefas (trocar e-mails, baixar
arquivos, assistir a vídeos, entre outras), as velocidades médias precisam ser de
3,75 Mbps (megabits por segundo) para o download (quando se baixa arquivos ou se
acessa um site qualquer) e de 1 Mbps para o upload (quando se envia algo, e-mail ou
mensagem instantânea).

O tempo de resposta (entre dar o comando e perceber que ele foi obedecido) não pode
ser superior a 95 milésimos de segundo, segundo a pesquisa.


Em Fortaleza, apontada como a cidade brasileira com a melhor qualidade de internet, a
velocidade de download auferida foi de 4,3 Mbps, ante 570 Kbps (kilobits por segundo)
de upload. O tempo de resposta ficou em 114 milésimos de segundo.

A pesquisa indica que, nos próximos cinco anos, os internautas estarão consumindo
mais capacidade de rede porque assistirão a vídeos sob demanda e farão
videoconferências, entre outras aplicações sofisticadas.

Por isso, os especialistas estimam que, até 2015, um domicílio estará consumindo 500

GBytes mensalmente, ante os atuais 20 GB.

Para dar conta dessa quantidade de dados trocados via internet, será preciso investir
mais para que as redes ofereçam velocidades de download de 11,25 Mbps e de 5 Mbps
de upload com uma resposta de 60 milésimos de segundo.

MUNDO

Só 38 cidades no mundo já estão preparadas para essa nova fase --nenhuma no Brasil.
No total, foram monitorados domicílios em 239 cidades e 72 países.

A Coreia do Sul continua liderando a lista de países líderes em internet, seguida por
Hong Kong e Japão. O Brasil ocupa a 38ª colocação. Esteve na 41ª, em 2009, e na 36ª,
em 2008.”

domingo, 16 de janeiro de 2011

Caos criativo: modo de usar

Segue análise de Nizan Guanaes, publicitário, publicada na Folha de São Paulo no dia 11 de janeiro

" Entramos na década em pleno caos criativo. As mídias sociais evoluíram e agora são só mídia. Todos viramos mídia. Tudo virou mídia. E mídia é um meio condutor. De conteúdo humano. O que é fantástico.

O Facebook divulgou que publicou 750 milhões de fotos sobre o último Réveillon alimentado pelos seus mais de 500 milhões de usuários famintos conseguidos em menos de sete anos de funcionamento.

Repito: 750 milhões de fotos que antes iam para uma caixa velha ou uma gaveta agora estão na nuvem para quem quiser olhar.

Como um economista, um político, um publicitário, um artista, um historiador ou uma empresa vai conseguir processar esse compêndio infinito da vida privada, no início do século 21, é um bom problema deles, mas quanta riqueza produzida e registrada.

Ninguém sabe ao certo o futuro do Facebook, mas mesmo assim ele já foi avaliado em US$ 50 bilhões pelo mercado neste início de década. Seu fundador, Mark Zuckerberg, 26, homem de 2010 da revista "Time", bilionário mais jovem da história, iniciou um processo de capitalização com o Goldman Sachs tão inovador quanto seu negócio principal.

O Facebook é a cara do hoje.

Seu segredo é o segredo da revolução em curso e que a publicidade conhece desde sempre: comunicação. Agora evoluída para conexão.

O Facebook é a cara do hoje porque é a nossa cara. Com suas conexões, permite-nos fazer algo de que sempre gostamos: mergulhar em vidas alheias. E algo que descobrimos adorar: expor as nossas vidas. Aliás, o grau de transparência de algumas pessoas na rede chega a constranger.

A tecnologia atual permite uma comunicação totalmente diferente de tudo o que conhecíamos.

Sim, essa evolução é natural e sempre aconteceu. Mas com essa velocidade?
O diário britânico "Financial Times", um guia atual para os perplexos, outro dia comparou a evolução da indústria gráfica com a evolução dos leitores eletrônicos.

Foram décadas entre a publicação do primeiro livro e a publicação do primeiro índice alfabético de uma obra, uma utilidade fantástica.

Hoje, assim que Steve Jobs e sua equipe lançam uma nova maçã no mercado, milhares de empreendedores começam a criar e a lançar aplicativos para o novo "gadget" (sorry, mas alguém tem uma palavra melhor em português para "gadget"?).

Enquanto no século 15 precisava-se de décadas para um pequeno salto na indústria gráfica, hoje as revoluções são por minuto. A velocidade está na alma do novo século, e precisamos nos adequar a ela. Capacetes são bem-vindos.

O Napster, site criado para baixar músicas livremente, destruiu de forma fulminante o modelo de negócios da indústria fonográfica global, que poucos anos antes comemorava recordes de vendas.

No processo, varreu do mapa gigantes varejistas como Tower Records e Virgin, templos de consumo cultural no final do século passado, hoje ruínas mesmo com o "boom" do consumo de produtos culturais via web.

As veneráveis livrarias seguem o mesmo caminho, sitiadas pelo e-livro e pelo e-comércio. Que chegaram para mais do que tudo facilitar e muito a vida dos amantes de livros, é oportuno exclamar diante do eterno choro dos pessimistas/saudosistas.

Isso serve para lembrar que o criativo é naturalmente destrutivo.

A única forma de ter esse caos criativo como aliado é entrar no fluxo e inovar. A inovação é ao mesmo tempo mãe e filha da comunicação.

Como escrevi aqui no ano passado: se você pensa que sabe tudo, está obsoleto. Quem diz que sabe tudo sobre o seu próprio negócio está morto. É preciso inovar. Para fazer mais rápido, mais sustentável, mais barato, mais produtivo, melhor.

As ferramentas nunca foram tão propícias e acessíveis. A computação em nuvem oferece a pequenos empreendedores acesso a uma infraestrutura cibernética tão sofisticada quanto ela pode ser.

Aproveitem. Mergulhem. Publiquem. Alimentem. Processem. Lancem sementes. Colham respostas. Colham clientes. Colham amigos.

Empreender é um ato coletivo, e você nunca mais estará sozinho."

Nizan Guanaes
Publicitário (Folha de São Paulo)

segunda-feira, 29 de março de 2010

Curso de Marketing Político e Eleitoral com Gustavo Fleury

O Jovem e já destacado consultor político Gustavo Fleury traz para Goiânia suas experiências em Marketing Político e eleitoral. Uma excelente dica para quem quer se preparar e sair na frente nas próximas eleições.

Maiores informações: www.gugafleury.com.br

segunda-feira, 8 de março de 2010

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Nova cara

Prezados leitores deste blog,

Muitos leitores podem ter estranhado o novo layout do blog, por isso venho comunica-los que este blog passa a ser o blog oficial do Red Man Group, um grupo de grandes profissionais de comunicação e marketing político.
O blog fará parte do site www.redman.com.br que está em fase de conclusão.
Como escrito na abertura, se você não tiver uma estratégia própria, será parte da estratégia de alguém, esse é nosso objetivo, construir para os futuros e atuais candidatos a cargos eletivos, uma estratégia que visa um posicionamento adequado e a transformação do trabalho em votos.
O RED muito bem simboliza o centro do ALVO, o nosso objetivo central, a meta a ser alcançada. O MAN, nosso consultado, representa o homem ou mulher que sonha em construir um projeto de poder.
Você Sonha! nós ajudamos você a concretizar seu sonho!

Leopoldo Veiga Jardim

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Em que mundo quero viver?


Segue meu último artigo publicado no Diário da manhã.

Inicio este artigo lembrando uma frase da Madre Teresa de Calcutá que diz: “Você tem o dever de fazer com que todas as pessoas que se aproximarem de você, saiam sentido-se melhores e mais felizes”.
Convido a todos para uma rápida reflexão sobre como estamos agindo no mundo e o que esperamos para todos aqueles que amamos.
Tem uma frase que gosto muito que nos coloca que “para que o mundo a nossa volta mude, nós temos que mudar”. Não adianta querer transformar o mundo exterior se o nosso íntimo vive em guerra.
É triste ligarmos a televisão, ouvir os noticiários e nos depararmos sempre com notícias tão ruins. Colocamo-nos sempre como uma formiga em um formigueiro, como se fossemos insignificantes diante de mais de 6 bilhões de humanos que habitam nosso planeta.
Temos que acreditar que individualmente podemos construir um mundo melhor e devemos lutar por isso.
Até quando seremos meros expectadores da nossa própria existência? Não podemos olhar as mazelas do mundo e acharmos tudo de ruim como uma coisa natural. Ver crianças morrendo de fome em vários pontos do planeta, famílias sendo desestruturadas por causa das drogas, jovens entrando na criminalidade cada vez mais cedo e nós, passivamente, assistindo a tudo isso como se tudo fizesse parte de um grande roteiro cinematográfico.
O mundo precisa de homens e mulheres ousados que digam não a tantas crueldades. Que olham um político desviando verbas e não admitam esta situação. Não podemos jamais perder a nossa capacidade de nos indignarmos. Podemos, dentro do nosso mundo, do nosso ciclo de relacionamentos, mostrar nossas ideias, nossas indignações, nossa visão de mundo!
Em todos os cantos do planeta o sentimento de amor é o mesmo. Devemos olhar para todo o globo terrestre e nos respeitarmos como irmãos, gritarmos pela paz, pelo fim das guerras que nada mais são que o resultado do egoísmo e ganância dos homens. Lembro aqui o exemplo do Mahatma (grande Alma) Ghandi, quando, diante de uma vitrine com jóias caríssimas, olhava-as e sorria. Um de seus seguidores, olhando aquela cena o interpelou:
- Mestre, desejas esta jóia? Mando comprá-la agora para o senhor.
De imediato, Ghandi respondeu-lhe:
– Estou sorrindo pois não preciso disso!
Peguemos esse exemplo e reflitamos. O que verdadeiramente estamos buscando neste mundo? Não nos esqueçamos, como nos alertou Humberto Hodden:
- Quanto mais você é no plano horizontal, menos você é no plano vertical.
Buscar o crescimento material é justo, é natural, é necessário. Agora, passar a vida em função disso é uma demonstração clara da incapacidade de percepção da realidade que aos poucos se descortina. Tiremos os véus dos olhos para enxergar além do que os nossos olhos podem ver. Deixemos nosso espírito, cansado das lutas, debruçar-se ante o incomensurável. Permita-se sentir a harmonia cósmica e aí sim, conseguirás entender essa outra realidade.
Aceitando a paternidade única de Deus, vamos olhar a todos que nos cercam como irmãos e respeitá-los nas suas dificuldades e incompreensões. Sempre que algum preconceito vier à mente, lembremos sempre que somos seres ainda imperfeitos e que também possuímos defeitos. “Não julgueis para não seres julgados”.
A prática incansável do bem e da caridade quando priorizada proporciona um prazer imenso à quem pratica, por isso, semeie sempre no solo fértil da esperança, o amor.
Albert Schwatzer nos disse
- O exemplo não é a melhor forma de educar, é a única!
Sejamos exemplo sempre de pessoas corretas, honestas, do bem. Problemas e erros todos nós temos e já cometemos, mas sempre é tempo de reflexão e mudanças, para melhor!

Muita luz e muita paz!

Leopoldo Veiga Jardim

sábado, 7 de novembro de 2009

Preocupações com Orkut









Trago hoje o texto do professor Marco André Vizzortti da Universidade de São Paulo que nos faz um alerta sobre a utilização do ORKUT.

O Orkut é uma das ferramentas de redes sociais que mais pulverizou no Brasil em um curto espaço de tempo. Como consultor político utilizo-me desta ferramenta para todos os meu cliente, porém, devemos ter um cuidado muito grande com a sua utilização para não expor de forma exagerada a vida de nossos clientes bem como nossa vida particular.

O ser humano tem uma necessidade de mostrar o que tem e muitas vezes mostrar mais do que tem! isso pode ter reflexos trágicos se não forem tomados alguns cuidados.

Segue o texto do professor Marco André da USP:

" O ORKUT apareceu como uma forma de contatar amigos, saber notícias de quem está distante e mandar recados.
Hoje está sendo utilizado com o propósito de, creio ser o seu maior trunfo, obter informações sobre uma classe privilegiada da população brasileira.

Por que será que só no Brasil teve a repercussão que teve?

Outras culturas hesitam em participar sua vida e dados de intimidade, de forma tão irresponsável e leviana..

Por acaso você já recebeu um telefonema que informava que seus filhos estavam sendo seqüestrados?

Sua mãe idosa já foi seguida por uma quadrilha de malandros ?

Já te abordaram num barzinho, dizendo que te conheciam faz tempo?

Já foi a festas armadas para reencontrar os amigos de 30 anos atrás e não viu ninguém?

Pois é.. Ta tudo lá.
No ORKUT.

Com cinco minutos de navegação eu sei que quantos filhos você tem, ou se não tem, se tem namorado/a, sei que estuda no colégio tal, ou que trabalha em tal lugar, sei que freqüenta tais cinemas, tais bares, tais festas .... sei nome de familiares, sei nome de amigos; sei sei sei !

E o melhor de tudo, com uma foto na mão!
Identifico seu rosto em meio a multidões, na porta do seu trabalho, no meio da rua.
Afinal, já sei onde você está.
É só ler os seus recadinhos.

Faço um pedido:

Quem quiser se expor assim, faça-o de forma consciente e depois não lamente, nem se desespere, caso seja vítima de uma armação.
Mas poupe seus filhos, poupe sua vida Íntima.

O bandido te ligou pra te extorquir dinheiro também porque você deixou..
A foto dos meninos estava lá.. Teu local de trabalho tava lá.
A foto do hotel 5 estrelas na praia tava lá.
A foto da moto que está na garagem estava lá.

Realmente somos um povo muito inocente e deslumbrado.

Por enquanto, temos ouvido falar de ameaças a crianças e idosos.
Até que um dia a ameaça será fato real. Tarde demais.
Se você me entendeu, ótimo!

Reveja sua participação no ORKUT, ou ao menos suprima as fotos e imagens de seus filhos menores e parentes que não merecem passar por situações de risco que você os coloca.
Oriente seus filhos a esse respeito, pois colocam dados deles e da família sem pensar em consequências,fazem isso pelo desejo de participar, mas não sabem ou não pensam no perigo de se dar dados pessoais e da família para que qualquer pessoa veja.

Se acha que não tenho razão, deve se achar invulnerável.

Informo que pessoas muito próximas a mim e queridas já passaram por dramas gratuitos, sem perceber que tinham sido vítimas da própria imprudência.

A falta de malícia para a vida nos induz a correr riscos desnecessários.
Não só de Orkut vive a maioria dos internautas.

Temos uma infinidade de portas abertas e que por um descuido colocamos uma informação que pode nos prejudicar.

Disponibilizar informações a nosso respeito pode se tornar perigoso ou desagradável.
Portanto, cuidado ao colocar certas informações na Internet.
Não conhecemos a pessoa ou as pessoas que estão do outro lado da rede.
O papo pode ser muito bom, legal.
PS:
Passe a todos que você conhece e que utiliza o Orkut, 1Grau, Gazzag, NetQI, Blogs, Flogs, etc..... para que todos tenhamos consciência sobre o assunto e possamos colaborar com a diminuição do crime."

Reflitam!

Uma semana de muita luz e muita paz a todos!

Leopoldo Veiga Jardim
Consultor Político

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Construindo uma imagem através do Marketing Político


Bom artigo retirado do blog do Chico Cavalcante.

" A imagem como produto da imaginação está relacionada com a própria etimologia do termo. “Imaginar” significa criar imagens, reproduções da realidade, de forma gráfica, plástica, fotográfica ou mental.

Imaginação é justamente a faculdade de construir uma visão de um objeto, pessoa ou situação – conhecidos ou não conhecidos. A imaginação é especialista na construção de imagens. Neste sentido a imagem de uma personalidade pública não pertence a ela, mas é produto da imaginação de quem pensa sobre ela. Diante desta perspectiva de estudo, a imagem de um homem público ou de uma mulher pública ou mesmo de uma organização pública pode ser decomposta em cinco dimensões:

1. Imagem espacial: onde se situa e como ocupa o espaço – físico, político, econômico, social;

2. Imagem temporal: refere-se à história, sua inserção no andamento da história que a circunda (o que este personagem já fez, faz e é capaz de fazer);

3. Imagem relacional: resultado da relação com os demais – onde é que este personagem ou entidade entra no meu universo e no macro sistema social, ou seja, como eu o vejo em relação à minha vida e à vida da cidade, estado, país;

4. Imagem personificada: advém dos papéis desempenhados por membros da organização que dá suporte a esse personagem (partido, ONGs, sindicatos, gestores próximos, etc) com os quais ela interage, e;

5. Imagem valorativa: todos os componentes racionais e emocionais das imagens citadas acima.

A imagem enquanto construção pressupõe que ela pode ser modificada, alterada ou solidificada. Luis Inácio Lula da Silva, por exemplo, começou com uma imagem associada aos movimentos sindicais reivindicatórios relacionados a uma categoria profissional, os metalúrgicos, de uma área geográfica específica, a região do ABCD, em São Paulo. Logo, estaria a frente da construção de uma legenda partidária nova e com um discurso de defesa de direitos dos trabalhadores que o conduziu a um novo patamar de universalização, até chegar a condição de presidente do Brasil com maior apoio popular da história.

Ou seja, um personagem político ou um governo tem a capacidade de estrategicamente realizar certas ações e ao comunicá-las de acordo com os objetivos pretendidos, avançar na construção de imagem de maneira crescente.

Tais ações são divididas em ações transcendentes, que são todos os atos que vão além da atividade de subsistência material ou política, evidenciando seu envolvimento com algo maior do que ela própria; e ação discursiva, que pressupõe que o gestor ou líder têm a capacidade de fornecer subsídios para a construção da imagem, embora não tenham a capacidade de construí-la.

O terceiro ângulo enfoca a legitimidade como base de sustentação da imagem. Esta legitimidade se dá através de um processo de comunicação. No caso de nosso exemplo, é inquestionável a capacidade de Lula não apenas de fazer da comunicação de seu governo um exemplo grandioso de como fazer comunicação pública de qualidade mas de ser, ele próprio, um agente ativo de reificação de imagem.

Em marketing político, entendemos por "legitimidade política" a compatibilidade entre as ações políticas e os valores e interesses de seus públicos. Ela é fomentada por um processo de comunicação chamado legitimação política. Legitimar é explicar e justificar a realidade da marca Lula, por exemplo, em termos aceitáveis pelos seus públicos.

Este processo não garante resultados: a definição fala de termos aceitáveis, não necessariamente aceitos. As variáveis intervenientes, percepção e reputação serão abordadas como facilitadoras do processo de formação da imagem e aquelas que associam a identidade da imagem.

Enquanto na manhã de hoje a imprensa golpista comemora o que considera “queda na popularidade de Lula” (de 81,5% para 76,8%), o que deveria chamar a atenção de todos é como Lula segue sendo o presidente mais bem aceito da história do país tendo contra si não parte da imprensa de massas, mas a totalidade dela. 76% do conteúdo da mídia impressa, 83% do conteúdo televisivo, 56% do conteúdo radiofônico e 89% do conteúdo on-line é de ataque a Lula e a seu governo. É um massacre contra o qual Lula se sobressai com altivez, sem rasgos golpistas ou iniciativas de limitar a liberdade que a imprensa tem de mentir e torcer os fatos, exercício aliás praticado com maestria em nosso país.

Manter uma imagem sólida de liderança e garantir apoio popular na adversidade são elementos que se devem a uma imagem de marca bem construída, que soma as cinco dimensões de imagem de modo jamais visto anteriormente em nossa história.
O peso de Lula é maior, mais denso e mais sólido do que a capacidade dos irresponsáveis que tentam desestabilizar o país para abrir espaço ao retrocesso."

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Entrevista com Lavareda

Especialista em marketing político afirma que dificuldade de Dilma será substituir a figura do presidente no imaginário do eleitorado

por Octávio Costa e Hugo Marques


Um dos maiores especialistas em marketing político do País, o sociólogo Antonio Lavareda acredita que, embora estejamos a mais de um ano da eleição, são pequenas as chances de surgir novos nomes competitivos para ameaçar os governadores de São Paulo, José Serra, de Minas Gerais, Aécio Neves, a ministrachefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, a senadora Marina Silva (PV-AC) e o deputado Ciro Gomes (PSB-CE).

Lavareda afirma que, se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disputasse a reeleição, "dificilmente deixaria de ganhar, pois é um consenso no imaginário popular". Isso não significa, segundo ele, que a ministra Dilma vá herdar a popularidade de Lula. Um presidente bem avaliado, explica, consegue transferir uma dose substancial de prestígio para seu candidato. Bem diferente, porém, é o que acontece em relação ao carisma:



"É muito difícil Lula transferir afeto", diz o cientista político nesta entrevista à ISTOÉ. A outra certeza de Lavareda, até agora, é que a oposição deve enfrentar "com frieza" o significado de Lula na sociedade. "Isso não pode ser tratado de forma passional", adverte Lavareda.



ISTOÉ - É possível traçar um cenário da eleição do ano que vem?


Antonio Lavareda - A eleição de 2010 assinalará a entrada do Brasil, do ponto de vista político, no século XXI. Cumpridas as tarefas de estabilização da economia pelos dois governos Fernando Henrique e o processo de distribuição de renda incrementado nos dois mandatos do presidente Lula, que transferiu 20 milhões de brasileiros para a classe C, pela primeira vez a chamada classe média se assume como contingente majoritário da sociedade. Medidas que elevaram a renda das camadas mais pobres da população, como o aumento do salário mínimo e a ampliação do Bolsa Família para cerca de 11 milhões de famílias, além da expansão do crédito, eram tarefas do final do século XX. A agenda do século XXI começa agora. E quem vai conduzi-la será o próximo presidente.



ISTOÉ - E quem será?


Lavareda - Acho que não há espaço para a emergência de novos nomes. Dificilmente serão incorporados novos personagens,salvo se, por alguma fatalidade, um dos candidatos precisar por qualquer motivo se afastar da disputa. Se o candidato do PT fosse o Lula, a eleição estaria resolvida. A oposição se beneficia do fato de que a proposta de continuidade se dá por meio de um novo personagem, no caso a ministra Dilma Rousseff.



ISTOÉ - Lula fará seu sucessor?


Lavareda - Lula tornou-se quase consenso no imaginário popular. No Brasil, desde a Independência, os heróis que tinham dado certo pertenciam sempre ao estrato superior da sociedade. Desde dom Pedro II, passando por Getúlio Vargas, todos vinham da elite da política. Lula é o primeiro herói popular brasileiro que deu certo. E sua maior obra foi na dimensão social. Ele conseguiu fazer movimentos vigorosos de distribuição de renda na base da sociedade. Nas últimas pesquisas do Ibope, Lula tinha aprovação de 92% no Nordeste. Mas, nos municípios com menos de 20 mil eleitores no Nordeste, essa aprovação chegava a 98%.



ISTOÉ - Lula pode transferir sua popularidade para Dilma Rousseff?


Lavareda - É óbvio que um presidente bem avaliado consegue transferir uma dose substancial de prestígio para seu candidato. Mas isso não significa necessariamente que ele consiga transmitir a porção substancial do vínculo que construiu com o eleitorado. Lula tem um vínculo emocional com o eleitor brasileiro. É mais fácil transferir prestígio do que vínculos emocionais. Quanto ao prestígio, basta dizer: "Olha, a minha candidata foi um personagem importante no meu governo". Outra coisa é transferir o afeto que a população dedica a Lula, sobretudo os mais pobres. É muito difícil transferir afeto.


ISTOÉ - Quais são as dificuldades da candidatura Dilma?


Lavareda - A maior dificuldade de Dilma será substituir a figura do presidente no imaginário do eleitorado da base lulista. Terá Dilma a capacidade de empolgar os eleitores, substituindo uma figura com a dimensão mítica do presidente? É uma tarefa de vulto.



ISTOÉ - Hoje, o governador José Serra aparece na frente das pesquisas. O que explica essa posição?


Lavareda - Serra desfruta de percentuais elevados porque é conhecido e mantém uma boa avaliação retrospectiva como ministro da Saúde. Isso alimenta parte importante das intenções de votos nele. No Nordeste, o que Serra tem nas pesquisas está associado ao seu desempenho como ministro. E pesa também a propagação das qualidades da sua gestão à frente do governo de São Paulo. Por que ele não cresce mais? Porque não está em campanha.



ISTOÉ - O PSDB perde tempo ao não se decidir entre Serra e o governador mineiro Aécio Neves?


Lavareda - A escolha do PSDB segue um processo que estabeleceu a realização de prévias. O partido trabalha com o fato de que nas circunstâncias atuais, não havendo um deslanche de nenhuma candidatura da base do governo, seja de Dilma, seja de Ciro Gomes, não há motivo para queimar etapas. Como o processo eleitoral ainda não está na mente da maioria do eleitorado, o PSDB trabalha com a ideia de que as prévias podem ser favoráveis ao seu candidato.

ISTOÉ - Como analisa Aécio?


Lavareda - Aécio é uma alternativa absolutamente competitiva. Tem um laço histórico, uma linha de parentesco com o líder da transição democrática, o presidente Tancredo Neves. Ele reúne uma série de ingredientes que fariam dele, uma vez conhecido em decorrência da campanha eleitoral, forte candidato.



ISTOÉ - Tanto Serra quanto Aécio descartam ser vice. Estão certos ao recusar a chapa puro-sangue?


Lavareda - Nada é impossível. Uma chapa puro-sangue do PSDB com Serra e Aécio dificilmente seria batida por qualquer outro competidor. Os dois Estados somam mais de um terço do eleitorado. Tornaria difícil a vida dos outros concorrentes.


ISTOÉ - O argumento para convencer Aécio é de que ele é mais jovem.


Lavareda - Concordo com essa tese. Se o candidato for o governador de São Paulo, Aécio poderia aceitar a vice. Não faria mal à sua trajetória política. Diria mais. Acho que nos próximos 20 anos, para não dar um período muito estreito, é quase impossível que o Aécio não venha a ser presidente da República. Ele incorpora a imagem de alguns mitos da política, como os presidentes Juscelino Kubitschek e Tancredo. Ele tem um ativo de predicados que fazem dele, no médio prazo, um provável presidente do Brasil.


ISTOÉ - Por que o sr. recomendou ao PSDB cautela na abordagem de questões como o Bolsa Família?


Lavareda - A cautela básica é como tratar a figura do presidente Lula. É muito importante que qualquer ator da oposição consiga analisar com a frieza necessária o significado de Lula hoje na sociedade. Isso não pode ser tratado de forma passional. É preciso se colocar como o pós-Lula e não como o anti-Lula. É importante elaborar e apresentar ao País uma agenda para começarmos o século XXI. Por exemplo, temos um excelente sistema de saúde, o SUS, mas podemos aprimorá-lo. Vamos ter de melhorar muito os nossos padrões de educação, que, em grande medida, não tem apresentado resultados substantivos.



ISTOÉ - Existem outros pontos frágeis que a oposição pode debater?


Lavareda - Há vários pontos desse governo que estão muito abaixo do nível de aprovação do presidente Lula. Mesmo o combate à fome e à pobreza teve nas últimas pesquisas do Ibope aprovação de 60%. Significa que 40% da população não o aprovam. Na área de segurança pública, a desaprovação é de 59%. Na saúde, é de 57%. Na educação, a aprovação é de 54%, significa que 46% não a aprovam. Ainda há muita coisa para se avançar.



ISTOÉ - Esses temas podem ser abordados sem atacar o presidente Lula?


Lavareda - O presidente Lula não é candidato em 2010. O presidente Lula foi candidato em cinco eleições. Não seria inteligente fazê-lo artificialmente candidato na sexta eleição.



ISTOÉ - A ex-ministra Marina Silva poderá tirar votos de Dilma?


Lavareda - Só com sua saída do PT e a conjectura sobre sua candidatura, a senadora Marina já enriqueceu a eleição de 2010. Não por acaso a ministra Dilma, nos últimos dias, passou a fazer pronunciamentos mostrando sua preocupação com as águas e o leito dos rios. A qualidade ambiental era um tema que não frequentava seus discursos. A Marina traz a temática do desenvolvimento sustentável. Um tema que está na agenda do mundo hoje. Marina traz o elemento que faltava para que a agenda das eleições seja definitivamente a agenda do século XXI.



ISTOÉ - Ela tem alguma chance?


Lavareda - Sua agenda é positiva e não é uma agenda de gueto, não é aquela coisa do meio ambiente, do verde, da ecologia. Inclui as grandes questões da economia.

ISTOÉ - A ex-ministra pode dividir a militância do PT?


Lavareda - Certamente. Marina pode fazer algo como o que, anos atrás, nos Estados Unidos, o (pastor) Jesse Jackson tentou montar. Chamava-se Rainbow Coalition, a coalizão do arcoíris, que empolgava diversos segmentos da sociedade. Não tenho dúvida de que a Marina poderá ser competitiva, com mais de 10% dos votos.



ISTOÉ - E a expectativa para Ciro?


Lavareda - As campanhas exigem dos candidatos os melhores atributos e até um pouco do que eles não têm, tudo isso pode contribuir contra Dilma. Na eventualidade de um deslize seu ou de qualquer fatalidade, ela poderá ser ultrapassada por outro candidato da base, como Ciro. Numa candidatura Dilma e Ciro, o candidato Ciro seria um vice-presidente que naturalmente tenderia a se comportar como um candidato a presidente porque ele é muito assertivo, muito afirmativo. Não sei se seria uma coisa positiva.



ISTOÉ - Caso haja um acidente de percurso com a candidatura de Dilma, o ex-ministro Antônio Palocci é alternativa viável?


Lavareda - Falando objetiva e respeitosamente, teria a ver eventualmente com o estado de saúde da ministra. Ele tem a seu favor o fato de que poderia se beneficiar do êxito econômico do governo Lula. Além disso, Palocci se comunica muito bem. Mas essas são considerações preliminares. Há que fazer pesquisas de opinião.

O indecifrável projeto Marina Silva

Texto extraído do Blog do amigo Jornalista Olavo Soares.

"Ainda não sei como interpretar a ascensão do movimento Marina Silva Presidente. A ideia se propaga pela internet e, aparentemente, seus autores querem que ela seja interpretada como uma sugestão espontânea, um clamor autêntico das massas virtuais; mas manifestações públicas e abertas do Partido Verde a favor da proposta, além de declarações evasivas da própria senadora, podem sugerir que a mobilização não é tão autêntica assim.

De qualquer forma, não deixa de ser uma situação interessante. Em primeiro lugar, por acarretar a saída de mais um quadro histórico do PT - mais uma pessoa tradicionalmente ligada a uma causa, que ocupou um ministério relacionado a ela, que por desavenças deixou o governo e, posteriormente, o partido do presidente Lula, e até que acabou concorrendo à Presidência. Roteiro idêntico ao de Cristovam Buarque, o primeiro ministro da Educação do atual presidente. Marina, é bom lembrar, assumiu o Meio Ambiente logo no início do primeiro mandato de Lula e deixou o cargo em situação pouco harmônica.

É também o caso de se pensar como será o jogo eleitoral caso a candidatura de Marina pelo PV se confirme. Com ela, teríamos três mulheres com candidaturas a serem levadas a sério - as outras duas são Heloísa Helena (PSOL) e a favorita Dilma Rousseff (PT). Das três, arrisco dizer que Marina seria a que teria um discurso mais convicente, a de uma plataforma de campanha mais autêntica. Heloísa tende a repetir o discurso vago da "ética", sem propostas consistentes, e Dilma proporá a continuidade do governo Lula - o que é uma plataforma séria, mas, cá entre nós, pouco ousada e "pessoal".

Mas sabemos que o PV não tem condições - ao menos não hoje - de vencer uma eleição presidencial. Ao menos não com o quadro que se desenha. E acredito que nem uma aliança com outros partidos tiraria o favoritismo perene de PT e PSDB. Justamente por isso, Marina talvez não queira concorrer - disputar a presidência significaria abrir mão de uma reeleição quase certa ao Senado.

Resta saber se o PT apresentará alguma manifestação oficial ao caso. O partido não abrirá mão da candidatura de Dilma e não parece estar muito preocupado com a perda de Marina. O PV, enquanto isso, comemora."

terça-feira, 15 de setembro de 2009

EU ESCOLHO PAZ!




LANÇADA COM MUITO SUCESSO A CAMPANHA EU ESCOLHO PAZ! Várias celebridades, inclusive o presidente da República ja vestiram nossa camiseta e aderiram à campanha!

Lembre-se que a paz social só é possível quando atingirmos a paz individual!

Muita luz a todos.

Leopoldo Veiga Jardim

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Discurso na Universidade Católica



Semana passada fui Paraninfo na Colação de Grau dos formandos em Eventos. o texto que segue foi publicado no jornal Flash da Universidade Católica de Goiás.


(10/08/2009) - Responsável por um dos principais eventos realizados em Goiânia, nos últimos anos, o ‘Festival Gastronômico Alemão’, o empresário Leopoldo Veiga Jardim, como Paraninfo da terceira turma do Curso de Eventos da Universidade Católica de Goiás, defendeu que os graduados conciliem a capacidade técnica com o amor na realização de cada iniciativa.

“Todas as coisas, mesmo as mais pequeninas, são grandes, quando feitas com grandeza d’alma”, disse o Paraninfo, ao discursar no ato de colação de grau dos 12 formandos, na última quinta-feira, dia 6, no auditório da Área 4 da instituição. Ele foi Secretário Municipal de Cultura de Goiânia e atualmente é diretor de Políticas Culturais da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Goiás (Acieg).

A cerimônia foi presidida pelo reitor Wolmir Amado. Os formandos prestaram homenagem ao cerimonialista Antônio Miranda, coordenador da Assessoria de Cerimonial e Eventos da UCG e que foi professor deles, colocando o seu nome na turma. Veja mais fotos.

Discurso
Tem a seguinte íntegra o discurso do Paraninfo da turma de Eventos:

“Queridos pais, amigos, queridíssimos formandos, meu amigos!

Que noite! Que emoção! A concretização desta vitória de vocês é minha também! Tive a oportunidade de conhecê-los ainda no primeiro período do Curso de Eventos, e de lá pra cá, nossos laços de amizade se fortaleceram e hoje, me sinto feliz em unir-me com vocês neste dia tão importante, neste momento tão íntimo e tão significativo de suas vidas como Paraninfo desta turma que eu tenho absoluta certeza, vai deixar saudades e vai construir uma história de muito sucesso.

Vocês hoje, queridos formandos, estão em festa, comemorar esta formatura é comemorar sonhos, projetos, é comemorar o futuro. Mas acima de tudo, o momento é de gratidão. Gratidão a Deus que lhes proporcionou a vida, a inteligência, através da qual puderam adquirir conhecimentos que culminaram com a sua graduação em Eventos. Aos Pais que, não medindo esforços, e na maioria das vezes passando por dificuldades acerbas, lhes proporcionaram, além da vida, condições espirituais e materiais para que atingissem o seu objetivo. Aos Mestres, que ao longo de sua trajetória escolar, ofereceram o melhor de si para que pudessem também chegar onde chegaram. Aos Esposos, Filhos, Parentes e Amigos, que também colaboraram para que hoje esta festa pudesse se realizar.

Hoje é um dia de vitória. E não existe vitória sem luta; glória sem calvário e evolução sem resistência. E vocês são os grandes vitoriosos, porque, se com todo o auxílio externo, não se dispusessem, interiormente, a enfrentar a batalha, os desafios, não chegariam onde chegaram. São, portanto, vocês verdadeiros heróis, parabéns pelo sucesso.

Há algo, todavia, que deve neste momento ser observado. Estão vocês recebendo o diploma, a habilitação acadêmica que lhes permite o exercício profissional, decorrente do esforço, do aculturamento capaz de ensejar-lhes sucesso. Mas é neste momento que devem também desenvolver a asa do amor que, aliada à asa do saber, lhes proporcionarão sabedoria. A faculdade lhes preparou na área do saber, no entanto, no amor busquemos o exemplo vivo de Jesus, o Rabi (Mestre) ou Raboni (Mestre dos Mestres), o maior exemplo de todos os tempos, que soube sintetizar todas as leis e todos os profetas em um único mandamento: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”

“Todas as coisas, mesmo as mais pequeninas, são grandes, quando feitas com grandeza d’alma”

“Se você puser amor naquilo que faz para fazer os outros felizes, sua profissão, em qualquer lugar, será um rio de bênçãos”.

Fala-nos o Apóstolo Paulo, em sua 1ª 'Carta aos Coríntios’ 13 – “Ainda que eu fale a língua dos anjos e dos homens, se não tiver amor, serei como o bronze que soa, como o címbalo que retine.

“Ainda que eu tenha o dom de profetizar, que eu conheça todas leis e todos os mistérios, e ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver amor nada serei.

“Ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor isso nada me adiantará.

“O amor é paciente, é benigno, o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não busca seus interesses, não se ressente do mal, não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade.

“O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta, o amor jamais acaba”

01. Trabalhem, organizem grandes eventos, grandes projetos, mas os faça com amor, com honestidade, busquem fazer com que todas as pessoas que se aproximarem de vocês, saiam sentido-se melhores e mais felizes. Nunca se esqueçam, de que o exemplo não é a melhor forma de educar, é a única. Sejam exemplos de profissionais competentes, éticos, honestos, e mostrem para o mercado que é sim, possível realizar grandes projetos sem comprometer os valores morais.

Vocês são jovens, estão se habilitando profissionalmente nesta noite para o mercado de trabalho. Que este espírito de juventude mova seus corações para empreenderem grandes mudanças.

É triste, meus amigos, ligarmos a televisão e nos depararmos com tanta crueldade no mundo; é triste saber que milhões de jovens estão perdidos no mundo da criminalidade e das drogas; é triste ver uma criança morrer de fome a cada dois segundos no mundo; é triste ver um País tão belo, mas tão desigual para nossos jovens. Ver jovens punhando armas de fogo quando deveriam estar armados de livros e conhecimento. É triste, mas é possível mudar, é preciso acreditar, é preciso sonhar, é preciso lutar!

Digo sempre que embora nós enfrentemos as dificuldades do hoje, eu ainda acredito! É uma crença profundamente enraizada no sonho de todos nós. Eu acredito que um dia o Brasil se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença - celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que todos os jovens são criados iguais e merecem as mesmas oportunidades.

Eu acredito que um dia nas regiões onde ainda prevaleçam a miséria, os jovens irão se sentar junto à mesa da fraternidade.

Eu acredito que nossas pequenas crianças se tornarão jovens e vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele ou classe social, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu acredito!

Eu acredito que um dia olharemos para todos os jovens e todos estarão de mãos dadas como irmãos, pois teremos consciência de que somos filhos do mesmo pai.

Esta é minha esperança. Esta é a fé com que devemos nos guiar. Com esta fé nós poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, lutar juntos, e quem sabe construir um mundo melhor para nossos filhos.

Vocês, tem o compromisso, diante de toda a formação moral que tiveram, de atuar, como profissionais de eventos, sempre com o objetivo de proporcionar ao próximo, oportunidades. Como eu, vocês são jovens, sonhadores, não percam nunca a oportunidade de fazer alguém feliz.

02. Lembremos que quando distribuímos rosas, nossas mãos ficam perfumadas. Vamos distribuir o amor e só assim construiremos uma sociedade fraterna.

“Devemos sonhar, não os sonhos ocos ou quiméricos, mas os sonhos das realidades não realizadas, porém realizáveis pelos vanguardeiros do infinito”. Sejam esses vanguardeiros, mas nunca, nunca esqueçamos que somos todos irmãos e deveremos sempre nos respeitar e nos amar como tal.

03. Pedimos ao amigo incondicional de nossas vidas = Jesus, que a sua luz os ilumine, que o seu amor os envolva, que o seu poder os sustente e que a sua divina presença os guarde e proteja, hoje, amanhã e sempre.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Conferência Internacional de Marketing Político

Em Novembro será realizada em Goiânia a Conferência Internacional de Marketing Político.

Teremos temas interessantes como
Arrecadação de campanha
Planejamento Estratégico
Aplicação do Marketing em Política
Cases de Imagem
Ferramentas da WEB 2.0
Redes Sociais
Comunicação Política ou Relacionamento com a Imprensa
Pesquisa e Mensuração de resultados
Campanhas na América Latina
Legislação eleitoral


Todos os temas serão abordados pelos maiores especialistas no assunto, tanto nacionais como internacionais, como membros da equipe do presidente eleito no Estados Uniddos, Barack Obama.

Gostaria de saber sua opinião sobre os temas e se tem alguma sugestão:

Leopoldo Veiga Jardim

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Eu ecolho a PAZ!


O mês de setembro será dedicado à Paz! Inúmeras manifestações estão sendo programadas para que Goiânia se torne a Capital Mundial da Paz!

Quando falamos de uma campanha pela Paz, associamos logo a projetos de Segurança Pública, violência, drogas e etc. e esquecemos que o princípio de todos os conflitos está dentro de nós, no nosso íntimo.

A paz social depende da paz individual. É impossível o homem ter paz com os outros se não consegue ter paz consigo mesmo. Todos os tratados de paz no mundo político-social acabarão infalivelmente numa guerra quente, nos campos de batalha, ou então numa guerra fria nos parlamentos. Não há no mundo social nada que antes não tenha havido no mundo individual. O grande tratado de paz que homem deve fazer, deve ser um tratado dentro de si mesmo.

Acompanhamos com tristeza a aumento de lares desarmonizados, famílias desestruturadas, jovens buscando refúgio no mundo das drogas e da criminalidade. Não podemos ser omissos, porém, temos de ter a consciência de que para que o mundo a nossa volta mude, nós temos que mudar.

O Exemplo não é a melhor forma de educar, é a única! Busquemos a paz interior, o equilíbrio das emoções, a vivência diária da prática incansável do amor. Desta forma, seremos espelho para aqueles que convivem conosco e só assim construiremos um mundo melhor a nossa volta.

Convido a todos para que busquemos ser autopacificadores, assim nos tornamos, mesmo que inconscientes alopacificadores. Não há necessidade que você fale em paz, nem que faça congressos ou comícios pela paz – basta que você seja um centro e uma fonte da verdadeira paz.

O Goiânia Fashion Week tem como bandeira este ano, a Paz, e será lançado junto com grandes celebridades a Grife Social Eu Escolho a Paz, uma forma de vestir a camisa verdadeiramente e mostrar para o mundo que queremos mudanças.

A Secretaria de Estado da Educação também adotou esta bandeira, levando a todas as escolas do Estado de Goiás atividades que levam esta bandeira.

A Unipaz realizará o Congresso Mundial pela Paz e também a Caminhada pela Paz, momento onde ativistas de todo o planeta virão para Goiânia mostrar as conquistas de seus movimentos.

A Banda Sentido Contrário tem empreendido um esforço extraordinário, levando muitos fãs à uma verdadeira reflexão estimulando a criação de Receitas pela Paz no mundo.

Esses e outros eventos e projeto vêem somar ao sonho de todos nós de vivermos em uma sociedade onde prevaleça a harmonia, a esperança e a Paz!

Nunca esqueçamos de que somos o resultado das nossas escolhas, por isso, EU ESCOLHO A PAZ!

Leopoldo Veiga Jardim

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Conferência Internacional de Marketing Político

Hoje estou muito feliz!

Confirmaram presença na Conferência Internacional de Marketing Político

* Ivo Correa - Diretor do Google no Brasil

* Ami Copland - Estrategista de arrecadação através da Internet da Campanha do presidente eleito do Estados Unidos Barack Obama.

* Celso Matsuda - Professor da USP e grande estrategista


Goiânia será palco de um dos maiores eventos de Marketing político da América Latina.

Programe-se: última semana de novembro
em breve novidades...


Leopoldo Veiga Jardim
Cosmos Consulting

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Twitter como ferramenta do Marketing Político


Recentemente estive nos Estados Unidos, na linda cidade de Miami, participando da Conferência de Marketing Político pela University of Miami. Na ocasião, os principais estrategistas da campanha do presidente eleito, Barack Obama, estiveram presentes apresentando ferramentas e como utiliza-las na pulverização do nome do candidato nas diversas redes sociais gerando acesso e multiplicação das propostas.

Neste artigo falarei de uma ferramenta específica, o Twitter, que virou moda no mundo logo após as eleições naquele país e, de acordo com especialistas, o Brasil já o adotou e em pouco tempo será uma grande febre nacional. Redes de relacionamento são ferramentas extraordinárias para o marketing político quando bem utilizadas. Caso contrário, representam uma perda te tempo e nada mais que um simples espaço para se conversar trivialidades ou um local onde um reduzido grupo de pessoas terão acesso, o que não gerará resultados efetivos nas eleições.

O político brasileiro está aprendendo a usar esta microblogosfera chamada Twitter, porém muitos têm sido mal orientados por seus assessores. Outro dia estava analisando os comentários de vários parlamentares goianos e é perceptível a falta de visão técnica para a utilização da ferramenta. Um pré-candidato ao legislativo, por exemplo, escreveu o seguinte comentário: “estou na vila /Rococó/” e acrescentou com um aforismo breve e bastante inspirado do tipo: “aqui, a prefeitura coleta lixo todos os dias”. Isto demonstra a falta de habilidade no trato da coisa. Assuntos que não geram interesse de discussão e que morrem por si só após serem escritos.

A realidade é que hoje, poucos políticos sabem utiliza-lo com perícia e sutileza de fato. A grande maioria se contenta com simulações rudes e de combate ou explosões de ira mal canalizadas. Acredito que, para muitos políticos, a ideia de reservar um tempo para escrever recados – ainda que não sejam eles os verdadeiros escribas – poderia soar como completa falta do que fazer ou perda de tempo. Para esses políticos, a cultura necessária à ferramenta será dolorosa e, certamente, chegará com atraso. Aos que já utilizam o Twitter e se contentam com a mediocridade e tolices, uma sugestão: ter mais atenção para não serem ridicularizados e tomarem bordoadas de seguidores com boas ou más intenções. E para quem acha o microblog dispensável ou passageiro, uma dica: preste mais atenção aos noticiários ao redor do mundo que têm colocado o Twitter como ferramenta de mobilização social, como os recentes eventos em Moldova e no Irã.

As novas mídias estão disponíveis a todos, porém, de nada adianta se cadastrar e começar a twittar, blogar e orkutar se não tiver anteriormente uma estratégia focada, pois o simples fato de estar registrado nesses sistemas não garante o mais importante para o político, que é a visitação em massa de outros usuários e a conseqüente geração de vínculos futuros.

Leopoldo Veiga Jardim
**artigo publicado no Diário da Manhã

domingo, 28 de junho de 2009

Conceito de GOTv se aplicaria no Brasil?

** Texto extraído do blog do meu amigo Olavo Soares da Universidade de São Paulo.

" Textos sobre campanhas políticas dos EUA - como os da Politics Magazine, que assino - sempre mencionam a relevância de um tal "GOTV" no processo eleitoral.


O termo não me parecia claro e admito que o "TV" que compõe a palavra me fazia pensar que se tratava de uma questão técnica, algo como transmissão de imagens, nessa linha. Mas nada que a internet e a Wikipedia não resolvam: descobri que GOTV é abreviação para Get Out The Vote; numa tradução literal, algo como "arrancar o voto".

Nos EUA, o GOTV é feito majoritariamente por instituições não diretamente ligadas a partidos políticos. São grupos que defendem causas como direitos da minorias, aumento da participação política de jovens e imigrantes, entre outros temas. O Rock The Vote, que ficou famoso com o triunfo de Obama no ano passado, é o mais conhecido.



A chave para que esses grupos tenham tamanha relevância no processo eleitoral de lá é o voto não-obrigatório. Afinal, com a participação nas urnas sendo voluntária, é preciso que os agentes da campanha política se preocupem em fazer com que os eleitores se preocupem, em primeiro lugar, em ir até as urnas; posteriormente, em um segundo momento, é que chega a hora de tentar fazer com que a pessoa vote em determinado candidato.

Por essa ótica, talvez seja impossível pensar no GOTV sendo aplicado no Brasil. Porque aqui todo mundo tem que votar, querendo ou não. Mas será mesmo que é o caso de descartarmos em definitivo a ideia?


Eu acredito que não, e explicarei meu ponto de vista. Talvez, para as eleições majoritárias, em que há menos de uma dezena de candidatos e o nome de dois ou três cidadãos manipula o debate eleitoral, realmente não faça sentido.

Mas para as proporcionais, dá pra pensar em GOTV sim. Com a seguinte linha de trabalho: o GOTV, aqui, poderia ser aplicado no sentido de fazer com que eleitores de determinada causa se concentrassem em determinados candidatos, que fossem condizentes com suas propostas. Por exemplo: uma entidade ligada à questão dos deficientes aplicaria o GOTV para que seus simpatizantes se sentissem compelidos a votar - e também a arrancar votos - em um candidato que se encaixasse em sua proposta. Nesse caso, o "get out the vote" se aplicaria no sentido da mobilização que a expressão sugere, e não necessariamente no comparecer ou não às urnas.

No fim das contas, cabe ao GOTV a mesma ótica de outras técnicas de campanha aplicadas nos Estados Unidos: todas são muito válidas, desde que bem estudadas e condicionadas às realidades locais."

Postado por Olavo Soares às 08:16
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